CEO da JCS Network dá dicas sobre planejamento estratégico, assessment e team building


(Administradores.com) – 05/08/14

Deni Belotti começou a trabalhar com planejamento estratégico através de uma metodologia desenvolvida por E. Quiza, pensador que gerou ensinamentos cujos resultados são precisos e claros para os líderes das organizações, segundo o CEO

É comum dentro de determinadas empresas a promoção de palestras motivacionais ou convenções festivas para estimular os funcionários a produzir mais e melhores resultados, consequentemente, deixando-os mais à vontade em seus cargos.

Alguns especialistas apontam que essa é uma estratégia válida, mas também questionam se ela realmente funciona.

“Eventos assim raramente são convertidos em resultados ou num ambiente de trabalho melhor. Muitos deles são nada além de stand-up comedies corporativas”, conta Deni Belotti, CEO da JCS Network, empresa de desenvolvimento humano e organizacional de Curitiba (PR).

“Quando se percebe que determinados comportamentos geram consequências que afetam os resultados é mandatório diagnosticar as causas, interpretar os sintomas e atacar o vírus com medicação (estratégias) específica para cada caso e – através de uma metodologia amplamente comprovada e de fácil e clara para os líderes das empresas – aplicarmos as soluções eficazes. Não poucas vezes os grandes gaps que prejudicam um eficiente processo de gestão estão ligados à falta de planejamento estratégico, autoconhecimento, coaching e team building”, explica Deni.

Planejamento Estratégico
“O Brasil vive um ambiente onde o planejamento não é considerado fase fundamental na edificação do caminho rumo ao sucesso. Somos o país da improvisação”. Como dizia Alvin Toffler, “ou você tem uma estratégia própria, ou então é parte da estratégia de alguém”, reforça Belotti.

Segundo ele, apesar do crescimento da demanda e dos bons resultados do cenário empresarial brasileiro, ainda há sim um enorme labirinto a ser percorrido para que se saiba, realmente, para que serve o planejamento estratégico.

“Houve uma banalização do conceito de Planejamento Estratégico nas décadas de 80 e 90. Ainda hoje é comum que líderes empresariais confundam sua necessidade e aplicabilidade real com o simples estabelecimento de frases de efeito penduradas em quadros nas recepções das empresas.”, diz Deni.

O termo “estratégia” tem sua origem no meio militar, onde significava “a arte de vencer uma guerra”. Tal planejamento estratégico pode ser encontrado até em antigas civilizações através de reis, governantes e administradores que, por necessidade, antecipadamente escolhiam o que fazer, o porque fazer, o como fazer e o quando fazer, para que suas jornadas avançassem e obtivessem sucesso no longo prazo.

“No mundo corporativo, muitas companhias investem tempo precioso fazendo prognósticos sobre o futuro, apoiados em previsões de mercado, orçamentos e projeções. Mas movimentos assim, ainda que válidos, geralmente tem pouco a contribuir com o sucesso nos negócios se não estiverem alinhados á uma estratégia ampla e coordenada que inclua o desenvolvimento humano e organizacional. Isto é o que realmente pauta a boa ou má performance”, completa Deni.

O CEO afirma que começou a trabalhar com planejamento estratégico através de uma metodologia desenvolvida pelo catalão E. Quiza, pensador que gerou ensinamentos cujos resultados são precisos e claros para os líderes das organizações. “Existem muitos ‘gurus’ por aí construindo belas visões e missões empresariais que poderiam ser obtidas gratuitamente no ‘Manual de Gestão do Dilbert’, brinca Belotti. “Na JCS nós dissecamos conteúdos, discutimos divergências, abrimos feridas e sangramos corações, mas também pegamos no colo e acreditamos em abraço. E o fazemos porque sabemos que somente quando um mesmo mantra for entoado por toda organização é que a inspiração surgirá e fluirá de forma contínua.”

Assessment
“Assessment” pode ser interpretado como uma “avaliação”, seguindo a tradução livre da palavra do inglês para o português. Portanto, segundo o especialista, trata-se de um processo onde se busca estabelecer bases de autoconhecimento para descobrir coisas que sequer sabíamos sermos capazes de fazer, ou até naquilo que somos realmente bons, avaliando também o porque de termos grandes dificuldades em determinadas áreas de nossa vida. “Vale lembrar que é muito mais eficaz melhorarmos nossos pontos fortes do que tentarmos corrigir nossas fraquezas”, diz Deni, que completa dizendo que “o assessment é a fundação sobre a qual desenhamos diversos processos corporativos: da orientação de carreira ao team building – uma equipe de alta performance só pode ser construída quando conhecemos profundamente as competências e compatibilidades dos membros – e de que forma os alinharemos no tabuleiro.

Ainda segundo ele, “não poucas vezes, pessoas e organizações têm sérios questionamentos sobre suas competências e como aplica-las na direção certa. Através de dinâmicas, avaliações, entrevistas ou simulações aliadas a aplicação de diversos instrumentos de autoconhecimento, nós vamos ajudar você a identificar suas forças e suas áreas de oportunidade. Não existe nada que dificulte mais um bom processo de gestão do que pessoas certas nos lugares errados. E vice-versa”.

Team Building
“Você sabe de onde vêm as boas ideias novas? É simples: das diferenças. A criatividade vem de justaposições improváveis. A melhor maneira de maximizar as diferenças é misturar idades, culturas, disciplinas.” A afirmação de Nicholas Negroponte, fundador e professor do Media Lab – laboratório de multimídia do Massachusetts Institute of Technology/MIT, foi a responsável por inspirar a JCS no desenho de seu processo de Team Building.

“Na JCS nós entendemos que uma das maiores contribuições que podemos dar aos líderes de uma organização é o desenho e a condução de processos de identificação, criação, organização e aumento do desempenho de equipes de alta performance. Nos empenhamos em descobrir as preferências individuais dos componentes em áreas-chave, tais como liderança, trabalho em equipe, comunicação, controle, habilidades, competências e tomada de decisão para, de uma forma coordenada e absolutamente pessoal, fazer com que Baby Boomers, X’s, Y’s e Milleniums tornem-se team members no melhor de suas habilidades e competências”, explica o CEO.

“O Teambuilding é a potencialização das capacidades individuais no sentido de fazer com que o resultado final seja maior do que a soma destas capacidades”, descreve Deni. “É uma metodologia que primeiro se aprofunda na cultura e nos objetivos da organização, depois analisa separadamente cada indivíduo, os compreende para então criar os elos de ligação e, finalmente, agregar. Como disse o Prof. Negroponte, a diversidade é algo bom e desejável enquanto a homogeneidade soa como instrumento desafinado. Um grupo de alta performance pode ser visualizado como uma orquestra: diferentes músicos, diferentes instrumentos, diferentes partituras: uma só obra-prima!.”

Segundo ele, a construção de grandes e fortes equipes deve levar em conta componentes emocionais, comportamentais e de compatibilidade: “Conhecer o camarada que trabalha ao seu lado todos os dias e compreender sua contribuição para o resultado final amplia visões e compartilha responsabilidades, criando um fonte de energia que se renova diariamente”, explica o coach.

Finaliza comparando os negócios a uma orquestra, dizendo que, como em uma apresentação de sucesso, é desnecessário mencionar a importância do maestro. “É papel do Team Coach mostrar o por quê disto e daquilo, mantendo a inspiração e a performance sempre dentro de um contexto alinhado à partitura estabelecida pela Alta Administração. Um bom Team Coach precisa de ouvidos atentos para manter-se fiel ao andamento da música, ajustando compassos e transformando uma equipe de bons músicos numa orquestra virtuosa”, completa Belotti.

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