MRV aumenta em 50% projeção de vendas no ano


João Marcos Rosa/Ag. Nitro, Daniela D’Ambrosio, (Jornal O Valor)

Menin, presidente da MRV, empresa hoje tem 9,1 mil pessoas nos canteiros de obras e deve encerrar o ano com 16,5 mil
O pacote habitacional do governo já coloca as empresas de construção especializadas na baixa renda em um novo patamar. Embora o plano tenha entrado em vigor no dia 13 de abril e, portanto, sem impacto nas vendas do primeiro trimestre, as companhias aproveitaram o momento de falar ao mercado para divulgar novas estimativas de lançamento e vendas.

Depois de a PDG Realty aumentar sua estimativa de lançamentos em 25% em média e de a Gafisa prever que a Tenda venderá mais do que ela própria – R$ 1,5 bilhão contra R$ 1,1 bilhão – a mineira MRV aumentou em 50% sua projeção de vendas diante da demanda adicional criada pelo “Minha Casa, Minha Vida”. A companhia, que sempre atuou no segmento econômico, estima vender este ano entre R$ 2,4 bilhões e R$ 2,9 bilhões, contra previsão anterior de vender entre R$ 1,6 bilhão e R$ 2 bilhões. No ano passado, a MRV vendeu R$ 1,54 milhão. A meta é comercializar entre 25 mil e 30 mil unidades, contra 14,5 mil em 2008. “O ritmo da empresa mudou totalmente”, diz Rubens Menin, presidente da MRV. “Já temos 60 mil clientes cadastrados em nosso site interessados no programa.”

Além das projeções, os números de abril divulgados por algumas das companhias já dão o tom do novo cenário. A MRV vendeu, no mês de abril, R$ 270 milhões. O número representa quase 63% de tudo o que foi vendido no primeiro trimestre inteiro pela companhia – R$ 430 milhões. “Estamos otimistas porque o primeiro trimestre já havia sido muito bom para a companhia, apesar do ambiente econômico”, diz Menin. Na PDG Realty, as vendas aumentaram 36% em unidades em relação ao mesmo mês do ano passado e na Rodobens, as vendas de abril quase dobraram.

Embora as empresas não queiram aumentar suas despesas administrativas, o que impacta diretamente o resultado, estão contratando pessoal – mas em escalões mais baixos, onde os salários são menores. A equipe de vendas on-line da MRV saiu de 230 corretores para 330 corretores. A empresa mineira possui construtora própria e também deve aumentar os número de funcionários nos canteiros de obras. No primeiro trimestre de 2009, contava com 9,1 mil funcionários nas obras. Até dezembro, a meta é chegar a 16,5 mil empregados.

Mesmo quem já atuava no segmento econômico precisou se “enquadrar” melhor ao programa e está reduzindo os valores dos apartamentos – para aproveitar, principalmente, o universo de famílias entre três e seis salários mínimos, onde o subsídio do governo pode chegar a R$ 23 mil. O preço médio da MRV que era de R$ 110 mil no ano passado deve encerrar o ano em cerca de R$ 90 mil. A PDG aumentou de 14% para até 34% a estimativa de lançamentos entre R$ 70 mil e R$ 100 mil.

A receita líquida da MRV foi de R$ 272 milhões, 44% acima do mesmo período de 2008. O lucro líquido foi de R$ 49 milhões (com margem líquida de 18%), alta de 15% sobre o ano passado.

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